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Fisioterapia uroginecológica: é hora de quebrar o tabu

Por PHYSIO4ALL

Perder urina ao tossir, espirrar ou saltar. Sentir urgência urinária que condiciona o dia a dia. Ter dor nas relações sexuais. Estas queixas são muito mais comuns do que se pensa — e, sobretudo, são tratáveis. A fisioterapia uroginecológica é a área da fisioterapia dedicada à avaliação e tratamento das disfunções do pavimento pélvico, e os estudos indicam que pode resolver ou melhorar significativamente a maioria destas situações.

Um problema frequente, mas raramente abordado

Os dados da Associação Portuguesa de Urologia estimam que a incontinência urinária afeta cerca de 600 mil portuguesas, embora os números reais possam ser superiores — muitas mulheres não reportam o problema por vergonha ou por acreditarem que "é normal" após a gravidez ou com o envelhecimento. A verdade é que, sendo comum, não é normal. E não deve ser normalizado.

O pavimento pélvico é um conjunto de músculos, ligamentos e fáscias que sustentam os órgãos pélvicos (bexiga, útero, reto) e participam no controlo urinário, fecal e na função sexual. Quando estes tecidos enfraquecem, perdem coordenação ou ficam em hipertonia, surgem disfunções que afetam profundamente a qualidade de vida.

Que problemas trata a fisioterapia uroginecológica?

As patologias mais frequentes que levam mulheres e homens à consulta de fisioterapia uroginecológica incluem:

  • Incontinência urinária de esforço — perdas ao rir, tossir, fazer exercício
  • Incontinência urinária de urgência — necessidade súbita e inadiável de urinar
  • Prolapso de órgãos pélvicos — descida da bexiga, útero ou reto
  • Dor pélvica crónica — incluindo vulvodinia e dispareunia
  • Disfunções do pós-parto — diástase abdominal, incontinência, dor perineal
  • Incontinência fecal — menos discutida, mas igualmente incapacitante

Nos homens, a fisioterapia do pavimento pélvico é particularmente relevante na reabilitação pós-prostatectomia, onde a incontinência urinária pode ser uma consequência da cirurgia.

Como funciona o tratamento?

A avaliação inicial inclui uma entrevista clínica detalhada e, quando indicado e consentido, uma avaliação interna (vaginal ou retal) para avaliar a força, resistência, coordenação e tónus dos músculos do pavimento pélvico. Na PHYSIO4ALL, esta avaliação é realizada num ambiente de total privacidade e conforto, com explicação prévia de cada passo.

O plano de tratamento pode incluir exercícios de fortalecimento do pavimento pélvico (os conhecidos exercícios de Kegel, mas personalizados e supervisionados), treino de coordenação, biofeedback, electroestimulação funcional e estratégias comportamentais como o treino vesical. A duração do tratamento varia, mas muitas pacientes notam melhorias significativas entre as 6 e as 12 semanas.

A evidência é clara

As guidelines do National Institute for Health and Care Excellence (NICE) e da International Continence Society recomendam a fisioterapia do pavimento pélvico como tratamento de primeira linha para a incontinência urinária de esforço e mista. Antes de considerar opções cirúrgicas, a reabilitação conservadora deve ser tentada — e na maioria dos casos é suficiente.

Quando procurar ajuda?

Se tem perdas de urina — mesmo que sejam "só umas gotas" — se evita atividades físicas por medo de perder urina, se sente peso ou pressão pélvica, ou se tem dor durante as relações sexuais, vale a pena procurar uma avaliação especializada. Na PHYSIO4ALL em Gondomar, temos fisioterapeutas com formação específica em uroginecologia que podem ajudar a recuperar a sua qualidade de vida, sem julgamentos e com total confidencialidade.

Nota: Este artigo tem carácter meramente informativo e não substitui a avaliação por um profissional de saúde qualificado.

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PHYSIO4ALL

Clínica de fisioterapia personalizada em Gondomar, Porto. 12 serviços de fisioterapia + 6 consultas médicas. Registo ERS E173138.

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