Fisioterapia pediátrica: quando levar o seu filho ao fisioterapeuta
Por PHYSIO4ALL
Atrasos no desenvolvimento motor, alterações posturais, torcicolo congénito, pé boto — são muitas as situações em que a fisioterapia pediátrica pode fazer a diferença no desenvolvimento da criança. Quanto mais cedo se identifica e se intervém, melhores são os resultados. A janela de oportunidade nos primeiros anos de vida é determinante, porque o sistema nervoso está em plena maturação e responde com maior plasticidade à estimulação adequada.
Sinais de alerta no primeiro ano de vida
Cada bebé tem o seu ritmo de desenvolvimento, mas existem marcos que servem como referência. Os pais e os pediatras devem estar atentos a situações como:
- Ausência de controlo cefálico aos 4 meses
- Não conseguir sentar-se sem apoio por volta dos 8-9 meses
- Preferência marcada por um lado do corpo (assimetria persistente)
- Rigidez excessiva ou, pelo contrário, tónus muito baixo (bebé "mole")
- Torcicolo — cabeça sempre inclinada para o mesmo lado
- Ausência de gatinhar ou de transições posturais variadas
Estes sinais não significam necessariamente que existe um problema grave. Mas justificam uma avaliação por um fisioterapeuta pediátrico, que poderá determinar se é necessário intervir ou apenas monitorizar.
E nas crianças mais velhas?
A fisioterapia pediátrica não se limita aos bebés. Em idade escolar e na adolescência, as queixas mais frequentes que levam os pais a procurar ajuda incluem dores de crescimento, escoliose, hiperlaxidão ligamentar, alterações da marcha (como andar com os pés para dentro), dor nos joelhos associada ao crescimento rápido (doença de Osgood-Schlatter) e lesões desportivas em jovens atletas.
As mochilas escolares pesadas, as horas sentados em posturas inadequadas e o aumento do sedentarismo entre crianças e adolescentes contribuem para um número crescente de queixas musculoesqueléticas nesta faixa etária. A Direção-Geral da Saúde tem alertado para a importância da atividade física regular na infância, e a fisioterapia pode ter um papel relevante na orientação de exercício adequado.
Como funciona uma sessão de fisioterapia pediátrica?
O tratamento é adaptado à idade e ao nível de desenvolvimento da criança. Nos bebés e crianças pequenas, a intervenção é feita através do brincar — jogos, brincadeiras no chão, circuitos motores — porque a criança aprende e desenvolve-se a brincar, não a fazer "exercícios" no sentido adulto da palavra. O fisioterapeuta guia a atividade para estimular os padrões de movimento que precisam de ser trabalhados, e a criança participa de forma natural e motivada.
Nos adolescentes, a abordagem é mais semelhante à fisioterapia convencional, com exercício terapêutico, educação postural e, quando necessário, terapia manual. A adesão ao tratamento é sempre maior quando o jovem compreende o porquê do que está a fazer.
O papel dos pais no sucesso do tratamento
Em fisioterapia pediátrica, os pais são parte integrante do tratamento. Na PHYSIO4ALL, dedicamos tempo a ensinar aos pais exercícios e estratégias que podem ser aplicados em casa, no banho, ao vestir a criança ou durante as brincadeiras do dia a dia. O tratamento não acontece apenas nas sessões — acontece sobretudo entre elas.
Se o seu filho apresenta algum dos sinais referidos, ou se o pediatra sugeriu uma avaliação de fisioterapia, não hesite em procurar um profissional com experiência em pediatria. Na PHYSIO4ALL em Gondomar, estamos preparados para avaliar e acompanhar o desenvolvimento do seu filho com o rigor e a sensibilidade que cada caso exige.
Nota: Este artigo tem carácter meramente informativo e não substitui a avaliação por um profissional de saúde qualificado.